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Porque não se pode comer carne com sangue?
Porque não podemos comer carne sufocada?
O que é carne sufocada?

Sabemos que não comer carne sufocada e “comer” sangue é um dos pontos de doutrina da nossa denominação (Pontos de Doutrina e da fé que uma vez foi dada aos santos – Contra Capa do Hinário 5), e está registrada no tópico 9: Nós cremos na necessidade de nos ABSTER DAS COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS, DO SANGUE, DA CARNE SUFOCADA E DA FORNICAÇÃO, conforme mostrou o Espírito Santo na Assembleia de Jerusalém (Atos 15: 28,29; 16:4; 21:25). ABSTER (Abster-se significa privar-se, desviar-se. Privar-se, não comer). Apesar da clareza da mensagem, é comum surgir dúvidas referentes á alguns pontos, hoje vou falar da carne sufocada e da carne com o sangue como alimentos.

“Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; das quais coisas fazeis bem se vos guardares. Bem vos vá.” (Atos 15: 28,29)

Após a conversão de Cornélio e outros gentios (Gentios são pessoas que não eram descendentes de Israel, mas que aceitaram Jesus, tipo eu, e você). Então após alguns de Israel se converter ao Cristianismo, muitos judeus insistiam que eles precisavam seguir também a lei mosaica (Lei de Moisés) para ser um verdadeiro crente em Jesus, para eles, os gentios teriam que primeiro tornar-se judeus para depois aceitar Jesus, eles insistiam que os cristãos deveriam ser circuncidados (Circuncidar era tipo operação de fimose) e queriam que eles seguissem outros rituais judaicos. Paulo e Barnabé estavam entre aqueles que argumentavam que não era necessário obedecer a Lei de Moisés, após ouvir de Paulo e Barnabé as maravilhas que o Espírito realizou entre os gentios, Tiago deu o discurso que iria dar por terminado este Concílio (Concílio significa conselho, assembleia. É uma reunião de representantes da Igreja, cujo objetivo é decidir sobre doutrina, costumes e disciplinas)

Neste concílio a pergunta era: Deve o cristão obedecer à lei de Moisés? Tiago apresenta um conjunto de quatro mandamentos necessários: “Não comer alimentos oferecidos a ídolos, não praticar a imoralidade sexual, não comer da carne de animais sufocados e não comer sangue”. Assim os cristãos gentílicos ficaram isentos (desobrigados) da circuncisão que os cristãos judeus insistiam em praticar, porém deviam se atentar aos pontos citados. “Então eles iam de cidade em cidade, comunicando a decisão (decretos) a respeito dos gentios tomada pelos apóstolos e os presbíteros da igreja em Jerusalém.” (Atos 16:4)

Deus proibiu definitivamente comer sangue em todas as épocas. Mas ainda hoje se discute muito referente este assunto!

Alguns discordam e dizem NÃO! Alguns dizem que esta decisão foi momentânea. Os que defendem que a proibição era apenas para aquele momento argumentam que Tiago faz um resumo das leis dadas aos estrangeiros para que fossem aceitos em Israel (Lv 17, 18). Não era o conjunto total de regras para os cristãos, pois deixaria de fora diversos outros mandamentos, como não matar, não roubar, não mentir, etc. Embora os cristãos não estivessem sob a lei mosaica, o concílio, julgou que era necessário que se abstivessem do sangue para que pudesse haver harmonia entre os irmãos judeus e gentios. Os cristãos gentios deviam respeitar seus irmãos judeus não fazendo as coisas citadas acima para que assim não fossem “(…) motivo de tropeço para ninguém, quer sejam eles judeus, gentios ou a igreja de Deus” (1 Co 10:32). Estes que não consideram esta proibição dizem que Jesus apresenta as regras da lei quanto à comida (Mc 7.18,19), e considera que os cristãos gentílicos deveriam se abster de comer sangue, para não escandalizar os cristãos judeus que ainda estavam arraigados nos costumes da religião judaica da qual tinham vindo. Para eles é uma medida de amor, para os irmãos mais fracos na fé. Concluindo que o crente também deve agir assim nos das atuais, mas somente quando isto puder causar escândalo para alguém que também estiver fraco na fé, enquanto eles não forem aptos para entender estes atos, num gesto de amor. Assim, a determinação do Novo Testamento de se abster de comer sangue, carne de animais sufocados e coisas sacrificadas aos ídolos para eles é como uma medida de amor, não uma lei que restringe comer sangue. O caso das relações sexuais ilícitas, embora conste do mesmo capítulo e da mesma recomendação apostólica, para eles é diferente do comer sangue e carne de animais sufocados, pois fazem parte da Lei Moral.

Outros dizem SIM! Os que consideram pecado comer a carne com sangue argumentam que esta ordem de Deus para a humanidade veio desde o dia em que Ele autorizou os homens a comer carne de animais, onde este mandamento era anterior à lei. Após o dilúvio, não havendo ainda vegetação suficiente para alimentar o homem e os animais, Deus permite ao homem comer carne de animais, porém com o cuidado de tirar-lhe previamente o sangue. “Tudo o que vive e se move lhes servirá de alimento, além dos vegetais. Mas nunca comam a carne com a sua vida, isto é, com o sangue. Pedirei contas de cada ser humano e de cada animal que derramar o sangue de alguém” (Gn 9:3,4), e na lei de Moisés este mandamento é reforçado. Se a proibição quanto a comer sangue não pretendesse ser universal, então a proibição contra a fornicação e a idolatria também não teriam a intenção de serem universais. Não foi somente comer sangue e coisas estranguladas o que foi proibido nessas decisões, foram também a “fornicação” e as “comidas oferecidas aos ídolos”. “Portanto, a minha opinião é que nós não devemos insistir que os gentios que se convertem a Deus devam obedecer ás nossas leis judaicas. Devemos apenas escrever a eles para que deixem também de comer carne sacrificada aos ídolos, deixem toda a imoralidade sexual e deixem também de comer carne de animais estrangulados sem sangrar.” (Atos 15:19,20)

Esses não eram meramente conselhos de alguns homens! A Palavra de Deus diz especificamente que o “Espírito Santo” autorizou esse ensinamento, “pareceu bem ao Espírito Santo e a nós…” (At 15:28), vejam desde que o que os apóstolos disseram através do “ESPÍRITO SANTO”, então logo foi inspirado por Deus, não temos direito a coloca-lo de lado! E ainda mais…esses mandamentos são chamados de “coisas necessárias” (Atos 15:28). A Palavra “necessário” nos trás sinônimos como sendo (Essencial, obrigatório, primordial, indispensável, inevitável…). O que é Essencial não é opcional e não pode ser anulado por nossa vontade. Observem mais “eles iam de cidade em cidade, comunicando a decisão…” (Atos 16:4). A palavra “decisões” se refere a decretos e ordenanças. A linguagem usada nessas decisões certamente não deixa a impressão de que eram opcionais ou temporárias!

Eles não estavam lidando só com um assunto temporário local, esses mandamentos fazem parte dos ensinamentos apostólicos revelados pela boca de Deus. Não se pode entendê-la de duas maneiras, se sexo ilícito e comer comidas oferecida a ídolos são errado, então logo todos eles estão. Se um deles está errado hoje, todos também estão! Linguagem idêntica é usada para descrever todos eles, sabemos que a fornicação e a idolatria são sempre erradas. Não há situação, ou lugar, ou tempo no qual o Novo Testamento permita qualquer delas. Assim, não há situação, ou lugar, ou tempo no qual o Novo Testamento permita comer sangue. “E nós nunca deixaremos de agradecer a Deus o fato de que quando lhes anunciamos a mensagem, vocês não pensaram que as palavras que lhes falávamos eram apenas palavras nossas, mas aceitaram o que dizíamos como a própria palavra de Deus, que foi eficaz na vida de vocês quando creram nela.” (1 Tessa 2:13)

Quando se entende que fornicação e idolatria são sempre erradas, torna-se fácil ver que comer sangue é errado também. Deus deu a carne do animal, mas o sangue não. “Quando um israelita ou um estrangeiro que vive no meio do povo caçar um animal ou uma ave que se pode comer, deverá derramar o sangue na terra e depois cobri-lo com terra, porque a vida de todo ser vivente está no seu sangue. Por isso, mandei os israelitas não comerem o sangue de nenhum animal, pois o sangue é a vida. Quem comer sangue será expulso (extirpado) do povo.” (Lev:17:13,14). E após alguns anos, eles reconheceram que ainda deveriam ‘guardar-se do que é sacrificado a ídolos, bem como de sangue e da fornicação’. “Quanto aos gentios convertidos, não estamos pedindo de modo nenhum que sigam estes costumes judaicos, a não ser aqueles pontos sobre os quais já escrevemos a eles; não comer alimento oferecidos aos ídolos, não comer carne de animais estrangulados (sufocados) sem sangrar e não praticar a imoralidade sexual” (Atos 21:25)

COMER SANGUE: Primeiramente para entender porque a Bíblia diz “COMER” sangue é justamente porque o sangue cozido “COAGULA” e fica em “PEDAÇOS”. E NÃO comer sangue, pelas mesmas razões acima, trata-se de uma ordem dada antes da Lei, portanto valendo para todos os habitantes do planeta depois do dilúvio. Naquela ocasião Deus deu aos homens, até então vegetarianos, os animais como alimento, colocou nos animais o medo dos homens, proibiu comer carne com sangue. Comer sangue de animais ou mesmo deixar de tirá-lo da carne é um costume dos pagãos da época e também uma cultura largamente praticado no Brasil, principalmente com as pessoas do campo. É comum no sítio fazer chouriços e comer o sangue em algumas receitas típicas (Frango ao Molho Pardo, Galinha à Cabidela, Sarapatel – Chouriço, Morcillas ou Morcelas – Ela tem em vários países…Morcilla em espanhol (península Ibérica) e o famoso Chouriço em português, são a mesma coisa, linguiça feita com pedaços de carne de porco com muito sangue e temperos, e todos estes tem como ingrediente sangue na receita!

Não confunda com o “caldo vermelho ou suco vermelho” que sai da carne, que é composta por Mioglobina do músculo e não Hemoglobina do sangue! A Hemoglobina está presente no sangue e a Mioglobina no tecido muscular. Simplificando: O “suco” vermelho que sai da carne mal passada não é sangue (Hemoglobina), na verdade, o líquido é (Mioglobina) é nele que estão as vitaminas, todo o sangue do animal morto sai do organismo dele antes da carne ser vendida, pois as carnes que compramos em açougue legalizado, geralmente já estão sem sangue.

“Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência.” (1 Co 10:25)

O Sangue representa a vida concedida pelo Criador e as pessoas ao tratarem o sangue como algo especial demonstrava que dependiam dele para viver, o sangue tem um significado especial para Deus. Portanto, nestas partes da Lei mosaica encontramos detalhes a respeito do sangue, onde ao derramá-lo no chão e cobri-lo com terra, um caçador israelita mostrava o seu respeito pela vida que tinha tirado com permissão divina em sinal de reconhecimento de que tinha tirado uma vida com permissão divina e estava a devolvê-la a Deus “A única proibição é quanto ao sangue. Esse vocês não poderão comer; derramem o sangue no chão como se fosse água.” (Dt 12:16)

Esta proibição foi dada para inspirar no homem o respeito pelo sangue. Não comer alimentos com sangue é antes de tudo uma questão de princípios e um profundo respeito por Jesus Cristo, por Ele ter dado a própria vida (SANGUE) em resgaste de muitos, se fazendo holocausto vivo, derramando assim seu sangue como sacrifício por todos nós. O sangue é a vida (ALMA) do animal e o Senhor certamente pedirá conta dele no ultimo dia. O animal não tem alma, não é eterno como Deus e a alma dos homens. Não importa o destino tanto, justos como pecadores, estarão em estado eterno possuem alma e a alma não pode morrer. Quanto aos animais não passarão por julgamento nenhum (Juízo final), pois não possuem alma. È necessário sangrar o animal e derramá-lo na terra como água, como que se estivesse devolvendo a vida (sangue) a Deus. Tudo o que seja feito exclusivamente com sangue de animal não podemos comer, nem beber.

NÃO COMER CARNE SUFOCADA: Carne sufocada é do animal que foi morto sem sangrar! O animal que é morto por sufocamento ou estrangulamento se refere a animais mortos e não sangrados, estes ainda contém sangue em seu corpo, pois não foi derramado, exemplo da carne de caça e da galinha com pescoço apenas quebrado. Quem já viu um frango cozido ou assado depois de morto com o pescoço quebrado ou por asfixia e sem ser sangrado sabe que a carne tem a cor bem escura, por causa do sangue que permanece nela. Não se deve comer carne que esteja sufocada, ou seja, de um animal que não sangrou na hora de seu sacrifício. Muitos perguntam: “A Bíblia proíbe comer carne sufocada e por que comer peixe é permitido já que eles morrem de asfixia”? O Problema não está no “ENFORCA”, mas no sangue que não foi escorrido, se você consumir o sangue você paga pela vida dele!

MAS O QUE JESUS QUIS DIZER COM BEBER MEU SANGUE E COMER MINHA CARNE?

Jesus usou por várias vezes linguagens figurativa (Figurativas\Metáforas: Ex: Esse moço é um “GATO!” – Bom é apenas um moço “BONITO”, não necessariamente ele é um animal felino). Assim Jesus também disse “Eu sou a porta”, “Eu sou a videira verdadeira”, e nem por isso compreendemos que Ele seja como uma porta de madeira, ou como uma árvore. Outra expressão figurada usou Jesus na instituição da Santa Ceia, Ele disse, referindo-se ao pão: “(…) Tomai, comei, isto é o meu corpo”. E, referindo-se ao vinho disse: “(…) Isto é o meu sangue” (Mt 26:26,28)

“Comer a minha carne e beber do meu sangue” significa, portanto, a necessidade que temos de estarmos permanentemente em comunhão com Jesus, e em obediência á Sua Palavra, devemos ter fome da Palavra, para que a chama da nossa fé continue acesa. É esse o verdadeiro sentido da mensagem. Jesus disse que “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6:56). Por essas Palavras Jesus ensina que não é um comer e beber físicos, mas que Ele é a única fonte da graça e da vida espiritual. Essa vida é uma vida eterna em comunhão com Deus. Tal como Jesus disse, “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna…” (João 6:54). Por comer e beber Cristo nós temos comunhão com Ele, que concede sua vida a nós, assim como o pão alimenta o corpo. Jesus também é o nosso sustento! A graça e a vida de Cristo não são transmitidas a nós pelo nosso comer com a boca, mas pela obra do espírito mediante a palavra, pela fé, que Cristo transmite a Sua vida a nós. E pelo partilhar da graça do Seu Espírito mediante a fé é que nós o comemos. A Graça não pode ser ingerida com os dentes.

A IMPORTÂNCIA DO SANGUE PARA DEUS: No culto israelita o que mais se usava era sangue, o único uso do sangue permitido por Deus era nos sacrifícios, que foram substituídos pelo sacrifício perfeito de Cristo que deu o seu sangue por nós. O sangue é VIDA, por isso foi escolhido para tirar os pecados. E como elemento primordial e símbolo da vida, é tratado com um grande respeito em toda a Bíblia, e assim Deus ainda quer que continuemos a respeitar, conforme decretado pelo Espírito Santo de Deus em Atos dos Apóstolos. Deus requer de seu povo respeito por este elemento!

SANGUE É VIDA!

Deus Abençoe á Todos!

FOTO: Tribo Africana “MAASAI” em seu ritual tomando sangue de vaca – Kenya (video)

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