A palavra Páscoa vem do hebraico é chamada de (Pessach, que significa Passagem)! A “Páscoa judaica”, também conhecida como “Festa da Libertação”, que celebra a fuga dos hebreus da escravidão no Egito. “Por isso, a noite desse dia ficou marcada para sempre na história de Israel, porque foi nessa noite que o Senhor tirou seu povo do Egito. Essa é a noite do Senhor! Deve ser comemorada por todos os israelitas, por todas as suas gerações. O Senhor disse ainda a Moisés e Arão: “Esta é a ordenança da Páscoa: ‘Nenhum estrangeiro poderá comê-la. (Êxodo 12:42,43). A Páscoa foi instituída por Deus SOMENTE para o povo de Israel, também registrada com a morte dos primogênitos (Filho mais velho) dos egípcios. “Quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘Que comemoração é esta?’ respondam-lhes: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor. Isto nos faz lembrar que o Senhor passou por cima das casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios…”. (Êxodo 12:26,27). Tem-se aí, portanto, o motivo da páscoa na Bíblia.

Para os judeus ela é comemorada como a libertação (saída) do Egito, após 430 anos sob domínio e escravidão do Faraó. Para nós, os evangélicos a Páscoa é comemorada de uma maneira muito especial, ela também nos faz lembrar a nossa saída do mundo de pecado (Egito) para uma nova vida. Portanto, se vê, que o seu significado é bem diferente daquele que o mundo vê: “A ressurreição do Senhor Jesus”. Pois, não existem bases sólidas para tal argumento, visto que a ressurreição foi uma consequência da perfeição do Senhor Jesus, uma vez que Ele não cometeu nenhum pecado, portanto, não poderia permanecer morto. E também, a garantia da Sua vitória sobre a Morte, fazendo valer assim a Sua promessa de vida eterna, para todos aqueles que creram e se entregaram a Ele. Mas em nenhuma parte das Escrituras diz que a páscoa é a comemoração da ressurreição do Senhor; Nem no Velho, nem no Novo Testamento. Portanto, ao se tratar de definir um sentido diferente daquilo que Deus estabeleceu para uma festa por Ele ordenada, é o mesmo que estivesse torcendo e distorcendo a Sua Palavra. Sejam quais os motivos apresentados.

Nós não comemoramos a verdadeira Páscoa (Libertação do povo do Egito) porque quando o senhor Jesus tomou sua última páscoa ele substituiu esse evento grandioso pela Santa Ceia. O próprio Senhor Jesus, quando instituiu a Ceia do Senhor, esta se deu no dia da Páscoa “No primeiro dia da festa da Páscoa, quando o pão feito com fermento era retirado de todos os lares dos judeus, os discípulos vieram a Jesus e perguntaram: “Onde faremos os preparativos para comermos a Páscoa? Ele respondeu: “Vão á cidade e procurem determinado homem, e digam-lhe: ‘O nosso Mestre falou: Chegou a minha hora, e eu celebrarei a festa da Páscoa com meus discípulos em sua casa’. Então os discípulos fizeram como ele havia instruído e prepararam a ceia da Páscoa.”, (Mateus 26:17,19), vemos esta parte também em (Marcos 14:12,16; Lucas 22:7,13)

E não foi pela Sua ressurreição que Ele a instituiu, e sim, em memorial a Ele (Memorial é homenagear a memória de alguém), anunciando a Sua morte, até que Ele venha nos buscar “Porque cada vez que vocês comerem esse pão e beberem esse cálice estão anunciando a mensagem da morte do Senhor, morte que ele sofreu por vocês. Façam isso até que ele venha.” (I Coríntios 11:26). Isto é, a Ceia do Senhor se deu justamente na páscoa porque, a verdadeira páscoa era Ele que estava preparado para morrer pelos nossos pecados (Ser crucificado). “Livrem-se do fermento velho, para que vocês sejam massa nova e sem fermento, como vocês de fato são. Pois Cristo, o Cordeiro de Deus, foi sacrificado por nós. Portanto, celebremos a festa com esse Cordeiro, não com fermento velho…” (I Coríntios 5:7). Por isso que foi chamado de Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo “(…) João viu Jesus caminhando em sua direção e disse: Vejam! Aí está o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo! (João 1:29), porque Ele é o Cordeiro a ser sacrificado, a páscoa, para derramar o Seu sangue pelos nossos pecados; pois, sem tal sacrifício, nenhum homem poderia se aproximar de Deus, e entrar em comunhão com Ele, ganhando assim a vida eterna. O antigo pacto foi consumado. Foi por essa razão que o Senhor Jesus se reuniu com os seus discípulos, para realizar a última páscoa (A Válida) e estabelecer o novo pacto, debaixo da graça: a Ceia do Senhor.

Em Sua última Páscoa, Jesus tomou o pão, abençoou-o, repartiu entre Seus discípulos!

“Enquanto eles estavam comendo, Jesus tomou um pão, deu graças, e partiu-os; depois deu a eles e disse: “Comam-no. Isto é o meu corpo. “Depois tomou um cálice de vinho, deu por ele graças e lhes ofereceu; e todos beberam. Em seguida disse-lhes: Isto é o meu sangue, derramado em favor de muitos, para firmar a nova aliança entre Deus e o homem.” (Marcos 14:22,24)

Não foi o coelho que morreu na cruz para nos salvar e sim o cordeiro de Deus. Aliás, se observamos a Bíblia vemos que o coelho ou lebre é um animal considerado imundo para Deus, pois Ele mesmo instruiu o povo de Israel sobre isso “O coelho, embora rumine, não tem unhas fendidas, portanto, é impuro para vocês. A Lebre, embora, rumine, também não tem unhas fendidas: Considerem-na impura.” (Levítico 11:5,6).

Mas de onde surgiu então a figura do Coelho da Páscoa e seus Ovos?

Infelizmente muitas das datas comemorativas em nosso calendário estão relacionadas ao paganismo (Por isso é importante procurar saber!)

O ovo e o coelho, são símbolos que vieram dos antigos povos, estão relacionados ao paganismo do Egito. Os ovos são emblemas da imortalidade, sendo considerado o “princípio da geração”, “o mistério da vida”. O ovo é o símbolo cósmico na maioria das tradições. Para os egípcios, o deus Re nasceu de um ovo; para os hindus, Brahma surgiu de um ovo de ouro – Hiranyagarbha – e que depois, com a casca, fez o Universo. Para os chineses, P’an Ku, nasceu de um ovo cósmico. O ovo é o símbolo de fertilidade, usado como talismã pelos agricultores, existem diversas superstições ligadas ao seu uso!

Na mitologia grega, os gêmeos Castor e Pólux, nasceram de ovos “botados” por uma mortal, Leda, quando fora seduzida por Zeus, que lhe apareceu sob a forma de um cisne! O ovo era, na verdade, considerado por diversos pagãos, como a origem dos seres humanos!

EOSTRE

Quanto ao coelho da páscoa, provém da lebre sagrada da deusa Eostre/Ostera, uma deusa germânica da primavera!

A tradição do “Coelho da Páscoa” foi trazida para a América pelos imigrantes alemães. No Antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antiguidade consideravam o coelho como o símbolo da Lua, onde a Lua determina a data da Páscoa. Como os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução, e geram grandes ninhadas, eram considerados símbolos da fertilidade, devido à grande capacidade de se reproduzir. É interessante notar que a lebre (ou o coelho) pela Bíblia é considerado como um animal imundo. “Contudo, dos que ruminam ou têm o casco fendido, vocês não poderão comer o camelo, o coelho e o rato silvestre. Embora ruminem, não têm casco fendido; são impuros para vocês.” (Dt 14:7)

Os egípcios tinham como deusa “Ostera ou Eostre” significa “A deusa da Aurora”, Eostre/Ostera estava relacionada à aurora e posteriormente associada à luz crescente da primavera, momento em que trazia alegria e bênçãos a Terra. Está é a deusa da Fertilidade, da Ressurreição e do Renascimento na mitologia uma deusa da Primavera. Na primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. Então de seus cultos pagãos originou-se a Páscoa, que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs.

Eostre/Ostera tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, elas a seguiam e a deusa adorava cantar e entretê-las com sua magia. Um dia, Eostre/Ostera estava sentada em um jardim com suas amadas crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e pousou na mão da deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Eostre/Ostera, uma lebre. Isto maravilhou as crianças. Com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar. As crianças pediram a Eostre/Ostera que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Eostre/Ostera decidiu esperar até que o inverno passasse, pois nesta época seu poder diminuía. Quem sabe quando a Primavera retornasse e ela fosse de novo restituída de seus poderes plenamente e pudesse ao menos dar alguns momentos de alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns momentos. A lebre assim permaneceu até que então a Primavera chegou. Nessa época os poderes de Eostre/Ostera estavam em seu apogeu (Mais alto grau) e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Eostre/Ostera. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Eostre/Ostera que lhe concedesse sua forma original, o pássaro, transformado em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo. Seus símbolos são a lebre ou o coelho e os ovos, todos representando a fertilidade e o início de uma nova vida.

Posteriormente, a igreja católica acabou por substituir às festividades pagãs de Eostre/Ostera pela Páscoa, absorvendo muitos de seus costumes, tais como os ovos e o coelhinho da Páscoa, com o sincretismo religioso (Sincretismo Religioso é a mistura de uma religião na outra).

Infelizmente devido a influência do paganismo inserida ainda hoje no nosso meio, o mundo tenta adoçar o sofrimento de Cristo na Cruz com chocolates e substituem o Cristo da Cruz por um coelho! Em todo o ocidente é vendido um produto que espiritualmente nada tem haver com a história de Cristo. Pois não foi chocolate que Jesus verteu na cruz!

A verdadeira páscoa, o Senhor Jesus, já foi consumado lá na cruz. A verdadeira páscoa foi consumada quando o nosso Mestre e Senhor foi crucificado na cruz!

Jesus não esta mais pendurado em uma cruz, agora Ele está sentado à destra do pai…(Marcos 16.19). Jesus é a nossa páscoa (Ele nos libertou desse mundo de escravidão quando morreu na cruz pelos nossos pecados)

A VERDADEIRA PÁSCOA NO TEMPO DA GRAÇA É A SANTA CEIA!

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Deus Abençoe á Todos!

OBS: Temos respeito por quem não segue a mesma doutrina que os evangélicos, esta matéria se trata de uma exortação (ensinamento), é totalmente baseada na Bíblia e na história da cultura do mundo e tem como finalidade explicar para muitos que tem dúvidas sobre as diferenças de comemoração por ambas as crenças!!!

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