Transfusão de Sangue e Doação de Órgãos é Proibido pela Bíblia?

A transfusão de sangue é proibida pela Lei de Deus?

  • Em que se baseiam determinadas denominações para defender a ideia de que transfusão de sangue é errada em relação á Palavra de Deus?
  • Mas e o contexto Bíblico o que realmente diz sobre este assunto?

No livro de Atos dos Apóstolos encontramos tópicos bem frisados por aqueles que defendem a proibição de transfusão de sangue:

“Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; das quais coisas fazeis bem se vos guardares. Bem vos vá.” (Atos 15: 28,29)

“Então eles iam de cidade em cidade, comunicando a decisão a respeito dos gentios tomada pelos apóstolos e os presbíteros da igreja em Jerusalém.” (Atos 16:4)

“Quanto aos gentios convertidos, não estamos pedindo de modo nenhum que sigam estes costumes judaicos, a não ser aqueles pontos sobre os quais já escrevemos a eles; não comer alimento oferecidos aos ídolos, não comer carne de animais estrangulados (sufocados) sem sangrar e não praticar a imoralidade sexual”. (Atos 21:25)

Nestes versículos, o que a Assembleia de Jerusalém estava decidindo, era referente às doutrinas que os novos convertidos em Cristo tinham que seguir, pois os judeus queriam que eles primeiro seguissem as Leis de Moisés, se circuncidando e seguindo tudo o que a Lei Mosaica ordenava, para só então depois seguir á Cristo. E durante a Assembleia ficou ordenado pelo Espírito Santo que eles não precisavam seguir a Lei Mosaica, mas para se abster das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; (Abster-se significa privar-se, desviar-se. Privar-se, não comer)

Aqueles que consideram a transfusão de sangue errado julgam que não se deve comer sangue, conforme orientado em Atos e dizem que a alimentação também não deve acontecer pelas veias, pois assim segundo a crença deles também está comendo sangue!

Primeiramente o que devemos entender é que “COMER” sangue, não tem nada a ver com “TRANSFUNDIR” sangue. A transfusão de sangue, não é comer através das veias: Porque a alimentação vai pela sonda seja gástrica ou nasal e não pela veia. Se aqueles que negam receber este procedimento chegar ao hospital inconsciente como os médicos não podem omitir socorro eles fazem a transfusão se for preciso e depois avisa o paciente. Em situações de “risco iminente (urgente) de vida” o médico pode e deve fazer transfusão de sangue, se o médico não o fizer, comete o crime de negligência ou omissão de socorro. Mas e ai como fica depois disso? Em sã consciência quem nega esta prática assina um termo de responsabilidade, mas e em caso de inconsciência como fica?

Mas e para quem não aceita a transfusão, se eles trabalham na área da saúde e em uma ordem médica para se aplicar a transfusão em alguém, eles a negam? Já que são contrários a tal procedimento? Eles colocam as mãos deles onde acreditam que não se deve colocar? Bom, ai neste caso mesmo a pessoa não aceitando, se ela trabalha nesta área é obrigada a fazer, pois se negar torna uma negligência, tanto enfermeiros como médicos fazem juramento para ajudar a salvar vidas. A lei brasileira felizmente coloca a vida humana acima destas polêmicas, pois vivemos em um país laico (onde religião não interfere nas leis)

Do ponto de vista lógico e médico, a transfusão tem uma única finalidade, nunca, porém, a de alimentar o estômago do paciente. Quando a medicina aplica esse recurso é porque ele é realmente necessário, para salvar a vida da pessoa e não para saciar lhe a fome. Um doador e um receptor jamais cogitam que o sangue doado será objeto de solução para famintos. Antes, terá o nobre propósito de salvar a vida daquele que se vê necessitado dele para fins estritamente medicinais. Note bem o que está escrito:

“Mas nunca comam a carne com a sua vida, isto é, com o sangue. Pedirei contas de cada ser humano e de cada animal que derramar o sangue de alguém” (Gn 9:4)

“Em qualquer lugar que vocês morarem, não comam sangue, quer de aves, quer de gado” (Lv 7:26).

O assunto em questão é alimentação e não procedimentos médicos, á proibição de comer o sangue, se referem a não comer a carne com o sangue, jamais estes textos fazem referência ao sangue humano, já que se ele referisse ao sangue humano, então a carne humana poderia ser utilizada como alimento, o que é algo repulsivo e absurdo!

A proibição está restrita somente ao sangue dos animais como alimento, e não ao sangue humano como medicamento. Comer e receber sangue na veia são coisas distintas, porque Deus falou para não COMER sangue, e não DOAR ou RECEBER sangue. A única maneira possível de entender a palavra “comer”, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, é tomá-la como se referindo ao processo de levar alguma coisa para o corpo, como alimento, através da boca e do sistema digestivo.

A expressão “algum sangue” em Levítico 17:10 não pode referir-se ao sangue humano, porque o versículo 13 deixa claro que se trata de “caça de animal ou de ave que se come”. Não existe nenhuma referência bíblica que condene á transfusão! Ao longo dos tempos a medicina vem se desenvolvendo á medida que Deus vai distribuindo inteligência, pois nos dias bíblicos não se conhecia o beneficio de uma transfusão, somente nos nossos dias é que fomos agraciados com esta tecnologia. E mesmo assim, foram anos de estudo para se fazer tal procedimento. Não podemos ignorar a ciência, Deus deixou sabedoria ao homem para fazer descobertas a fim de nos socorrer nos momentos de precisão, pois se não fosse á ciência nossa espécie humana já teria sido extinta do planeta terra devido a pestes e doenças que surgem ao longo do tempo.

A doação e transfusão deve ser ministrada sempre que o propósito seja salvar vidas. A recusa de fornecê-la a alguém que a necessite é violar o princípio de preservação da vida “Não matarás” (Ex 20:13)

A transfusão é belo e nobre. “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os ENFERMOS, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é DAR do que receber.” (Atos 20:35). Renovar a corrente circulatória, com o mesmo elemento que a compõe, repondo o sangue perdido trata-se de reabastecimento circulatório evitando a morte do paciente, uma dádiva feita num espírito de misericórdia e caridade.

Toda a discussão do sangue ocorre no contexto de matar, quer seja animais ou humanos. Este é um ponto importante, pois a transfusão de sangue não envolve mortes, quem doa sangue, o doa em vida e com o objetivo de salvar vidas. O sangue é um tecido vivo, que circula pelo corpo levando oxigênio e nutrientes á todos os órgãos.

O sangue é usado com o objetivo de preservar a vida, em nenhum lado lemos sobre “se tomar sangue para sustentar a vida”, o que lemos é que o Criador proscreve “comer” sangue. Existem muitas coisas que fazemos para sustentar a vida: respirar oxigênio, beber água, servir-nos de alimento, dormir e assim por diante. Assim comparar comer sangue e a transfusão é algo totalmente equivocado, a própria Bíblia diz que “(…) onde não há lei também não há transgressão” (Rm 4:15)

“A transfusão de sangue não envolve mortes, quem doa sangue, o doa em vida e com o objetivo de salvar vidas.”

Um argumento muito usado por quem é contrário á transfusão de sangue é que se um médico lhe recomendasse abster-se de álcool, será que isso significaria simplesmente que você não deveria beber álcool? Mas poderia injetá-lo nas veias? E concluem dizendo que da mesma forma, abster-se de sangue quer dizer não introduzi-lo de modo algum no corpo.

Agora pense: O organismo não consegue digerir o álcool quando a bebida é ingerida, (a bebida é digerida, mas o álcool presente nela não). Ele cai na corrente sanguínea, atinge o cérebro e depois alcança o fígado, onde é metabolizado e transformado em água e gás carbônico. Bebida alcoólica diretamente no sangue, sem sofrer a digestão inicialmente, provocará a morte imediata. Quando se está com fome ninguém injeta um prato de sopa na veia, já que equiparam transfusão a comer! Então seria fácil acabar com a fome no mundo, era só toda a humanidade abastecer os bancos de sangue e envia-los para as nações necessitadas, ai pronto todos estariam devidamente alimentados.

Acredito que se Deus deu inteligência aos homens para proteger a vida, Deus seria contraditório ao querer a nossa morte. Deus só permite que o homem aprenda e descubra o que Ele quer que seja descoberto, se não fosse bem visto aos olhos do Senhor, a transfusão não teria jamais chego ao conhecimento do homem, Deus tem o controle de tudo em Suas Próprias mãos. “Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Col 2:3)

“Se Deus deu inteligência aos homens para proteger a vida, Deus seria contraditório ao querer a nossa morte.”

E o mesmo pode ser dito sobre a doação de órgãos em vida e após a morte, não cremos haver nenhum impedimento bíblico para isso, pois com a morte as partes do corpo serão perdidas para sempre e se esses preciosos órgãos não nos valem mais, por que não permitir que outros se beneficiem deles e passem a viver com mais saúde e em melhor estado com algo que se tornará pó? E assim dar a chance da pessoa que está recebendo o órgão á continuar sua caminhada e também ter a chance de reconhecer Jesus como seu Único Salvador, se arrependendo de seus pecados. Na ressurreição, Deus não precisará valer-se daquela própria matéria (corpo) para trazer ninguém de volta á vida, a própria natureza nos explica isso, deixando “a terra nos comer” até virarmos “PÓ”. Não existe nenhuma lei da natureza que requeira que Deus devolva ao corpo as mesmas partículas da matéria (células, ossos, sangue…) que o compunham antes da morte. Afinal Deus é muito mais poderoso e não precisa de nada disso. Ele nos fez do pó e do pó pode nos refazer!

O sangue humano da á vida física ao que necessita. O sangue é um presente de Deus, porque Deus é vida e Dele depende nossa existência. Deus é o autor de toda a vida, Ele fez de um sangue todas as nações. Deus prega a vida, a paz e a união e doar sangue é dar vida, portanto transfusão não é pecado. Sangue é algo precioso aos olhos de Deus que ama toda a sua criação, inclusive os animais. A vida humana é preciosa e deve ser preservada, as Escrituras afirmam que se alguém pode fazer o bem e não o faz, peca. “Lembrem-se também: Quem sabe que deve fazer o bem, e não faz, comete pecado” (Tg 4:17) “Transfusão não é pecado!”

O sangue deve ser tratado como algo especial, ele é tão especial que salva vidas. O próprio Jesus Cristo deu o “Seu Sangue” para salvar todo pecador. Jesus derramou o seu sangue por nós, ou seja, fez uma transfusão de vida eterna para todo aquele que Nele crê. Ele fez a transfusão de sangue Dele para toda a humanidade para nos purificar de todo pecado. Nós devemos dar a nossa vida (sangue) para salvar alguém, isto é ato de amor ao próximo! Nós somos imitadores de Cristo, Ele é o nosso maior exemplo!

“Sigam o exemplo de Deus em tudo quanto fizerem, como filhos muito amados. Sejam cheios de amor pelos outros, seguindo o exemplo de Cristo, que amou vocês e se entregou a Deus como sacrifício a fim de tirar os seus pecados…” (Ef: 5:1,2)

Assim como Jesus deu a sua vida por nós, nós devemos dar a vida pelos irmãos. Jesus realizou um ato de amor se sacrificando para salvar a humanidade, porque então que eu não posso sacrificar um pouco da minha fonte de vida para salvar um irmão? Um inocente, que teve sua vida encurtada pela ironia do destino. “E esta é a maneira de medir o amor, o maior amor é demonstrado quando uma pessoa entrega a VIDA pelos seus amigos…” (João 15:13)

Todo o plano de redenção (salvação) do homem gira em torno do sangue. O sangue é o único meio de compra da redenção. Jesus suou sangue, Ele entrou em agonia no Jardim Getsêmani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra, na cruz o seu lado foi perfurado saindo sangue e água, “Contudo, um dos soldados furou seu lado com uma lança, e daí correu sangue com água.” (João: 19,34)

O suar sangue, ou “HEMATIDROSE” é um fenômeno raríssimo e produzido em condições excepcionais. Para provocá-lo é necessário um fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados do mundo devem ter literalmente esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas (são glândulas que produzem o suor, função importante para regular a temperatura do corpo e eliminar substâncias tóxicas)

Podemos considerar que esta foi a maior transfusão de sangue já realizada no mundo. É o sangue que dá continuidade a todos os processos da vida, no corpo. Se o suprimento de sangue for cortado de um braço, este imediatamente começará a morrer e apodrecer. Jesus Cristo deu TODO o sangue Dele para salvar a milhares de pessoas, por que não podemos doar para salvar vidas? Na cruz do calvário Jesus derramou todo o seu sangue e só morreu quando seu corpo passou a verter água. DOAR SANGUE É UM ATO DE AMOR! “Nós sabemos o que é o amor verdadeiro pelo exemplo de Jesus Cristo, ao dar a sua vida (sangue) por nós. E, portanto, nós devemos dar a nossa vida (sangue) pelos nossos irmãos em Cristo.” (1 João 3:16)

Pense em termos do amor cristão. Doar sangue é um ato que vem a refletir o próprio amor de Cristo. Porque se Ele veio derramar o Seu sangue para nos salvar, com certeza Ele se satisfaz, com alegria, quando alguém se dispõe a também doar seu sangue para salvar alguém. A doação de sangue recebe, em toda sociedade, o mais alto conceito de sentimento de humanidade e amor ao próximo, características que devem ser obrigatoriamente encontrados entre os que se dizem cristãos. A doação de sangue não é condenada na Bíblia e a prova que a Bíblia não proíbe transfusão, pois quem ama DOA: “Pois toda a lei pode ser resumida neste único MANDAMENTO: “Ame o seu próximo como a si mesmo.” (Gal 5:14)

A restrição é tão somente não Comer sangue e não Doar sangue! Doação de sangue é doação de vida! Sangue é vida. Se doar sangue fosse pecado Jesus seria o maior pecador, pois doou todo o sangue Dele para que nós tivéssemos vida. Sou grata a Jesus, o maior doador de sangue de todos os tempos! O DOADOR UNIVERSAL!

A Bíblia é um livro de sangue do começo ao fim. A Bíblia é a Palavra Viva porque contêm sangue circulando nela.

Crescemos dentro do ventre de nossa mãe – O que se resulta em uma “transfusão de sangue” para poder-nos nascer. Sem sangue, não há vida. E sem Cristo não há vida eterna(vida espiritual)!

FAÇA A VIDA FLUIR, MAS NAS VEIAS DE QUEM PRECISA! A VIDA ESTÁ NO SANGUE!

Na verdade seria muito bom se existisse uma lei no Brasil que todos fossem obrigados a doar os órgãos na morte e quem não quisesse em vida registrasse isso na identidade!

Você gostaria de doar sangue mas tem medo? Leia aqui, e tire suas dúvidas. Já doei e recomendo esta atitude. Salve vidas, e seja feliz!

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Deus Abençoe á Todos!

OBS: Temos respeito por quem não segue a mesma doutrina que os demais evangélicos, esta matéria se trata de uma exortação (ensinamento), é totalmente baseada na Bíblia e tem como finalidade explicar para muitos que tem dúvidas sobre as diferenças de comemoração por ambas as crenças!!!
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Não podemos Comer/Beber Sangue e Carne Sufocada?

A Bíblia responde por sí, conheça a verdade!
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Porque não se pode comer carne com sangue?
Porque não podemos comer carne sufocada?
O que é carne sufocada?

Sabemos que não comer carne sufocada e “comer” sangue é um dos pontos de doutrina da nossa denominação (Pontos de Doutrina e da fé que uma vez foi dada aos santos – Contra Capa do Hinário 5), e está registrada no tópico 9: Nós cremos na necessidade de nos ABSTER DAS COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS, DO SANGUE, DA CARNE SUFOCADA E DA FORNICAÇÃO, conforme mostrou o Espírito Santo na Assembleia de Jerusalém (Atos 15: 28,29; 16:4; 21:25). ABSTER (Abster-se significa privar-se, desviar-se. Privar-se, não comer). Apesar da clareza da mensagem, é comum surgir dúvidas referentes á alguns pontos, hoje vou falar da carne sufocada e da carne com o sangue como alimentos.

“Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; das quais coisas fazeis bem se vos guardares. Bem vos vá.” (Atos 15: 28,29)

Após a conversão de Cornélio e outros gentios (Gentios são pessoas que não eram descendentes de Israel, mas que aceitaram Jesus, tipo eu, e você). Então após alguns de Israel se converter ao Cristianismo, muitos judeus insistiam que eles precisavam seguir também a lei mosaica (Lei de Moisés) para ser um verdadeiro crente em Jesus, para eles, os gentios teriam que primeiro tornar-se judeus para depois aceitar Jesus, eles insistiam que os cristãos deveriam ser circuncidados (Circuncidar era tipo operação de fimose) e queriam que eles seguissem outros rituais judaicos. Paulo e Barnabé estavam entre aqueles que argumentavam que não era necessário obedecer a Lei de Moisés, após ouvir de Paulo e Barnabé as maravilhas que o Espírito realizou entre os gentios, Tiago deu o discurso que iria dar por terminado este Concílio (Concílio significa conselho, assembleia. É uma reunião de representantes da Igreja, cujo objetivo é decidir sobre doutrina, costumes e disciplinas)

Neste concílio a pergunta era: Deve o cristão obedecer à lei de Moisés? Tiago apresenta um conjunto de quatro mandamentos necessários: “Não comer alimentos oferecidos a ídolos, não praticar a imoralidade sexual, não comer da carne de animais sufocados e não comer sangue”. Assim os cristãos gentílicos ficaram isentos (desobrigados) da circuncisão que os cristãos judeus insistiam em praticar, porém deviam se atentar aos pontos citados. “Então eles iam de cidade em cidade, comunicando a decisão (decretos) a respeito dos gentios tomada pelos apóstolos e os presbíteros da igreja em Jerusalém.” (Atos 16:4)

Deus proibiu definitivamente comer sangue em todas as épocas. Mas ainda hoje se discute muito referente este assunto!

Alguns discordam e dizem NÃO! Alguns dizem que esta decisão foi momentânea. Os que defendem que a proibição era apenas para aquele momento argumentam que Tiago faz um resumo das leis dadas aos estrangeiros para que fossem aceitos em Israel (Lv 17, 18). Não era o conjunto total de regras para os cristãos, pois deixaria de fora diversos outros mandamentos, como não matar, não roubar, não mentir, etc. Embora os cristãos não estivessem sob a lei mosaica, o concílio, julgou que era necessário que se abstivessem do sangue para que pudesse haver harmonia entre os irmãos judeus e gentios. Os cristãos gentios deviam respeitar seus irmãos judeus não fazendo as coisas citadas acima para que assim não fossem “(…) motivo de tropeço para ninguém, quer sejam eles judeus, gentios ou a igreja de Deus” (1 Co 10:32). Estes que não consideram esta proibição dizem que Jesus apresenta as regras da lei quanto à comida (Mc 7.18,19), e considera que os cristãos gentílicos deveriam se abster de comer sangue, para não escandalizar os cristãos judeus que ainda estavam arraigados nos costumes da religião judaica da qual tinham vindo. Para eles é uma medida de amor, para os irmãos mais fracos na fé. Concluindo que o crente também deve agir assim nos das atuais, mas somente quando isto puder causar escândalo para alguém que também estiver fraco na fé, enquanto eles não forem aptos para entender estes atos, num gesto de amor. Assim, a determinação do Novo Testamento de se abster de comer sangue, carne de animais sufocados e coisas sacrificadas aos ídolos para eles é como uma medida de amor, não uma lei que restringe comer sangue. O caso das relações sexuais ilícitas, embora conste do mesmo capítulo e da mesma recomendação apostólica, para eles é diferente do comer sangue e carne de animais sufocados, pois fazem parte da Lei Moral.

Outros dizem SIM! Os que consideram pecado comer a carne com sangue argumentam que esta ordem de Deus para a humanidade veio desde o dia em que Ele autorizou os homens a comer carne de animais, onde este mandamento era anterior à lei. Após o dilúvio, não havendo ainda vegetação suficiente para alimentar o homem e os animais, Deus permite ao homem comer carne de animais, porém com o cuidado de tirar-lhe previamente o sangue. “Tudo o que vive e se move lhes servirá de alimento, além dos vegetais. Mas nunca comam a carne com a sua vida, isto é, com o sangue. Pedirei contas de cada ser humano e de cada animal que derramar o sangue de alguém” (Gn 9:3,4), e na lei de Moisés este mandamento é reforçado. Se a proibição quanto a comer sangue não pretendesse ser universal, então a proibição contra a fornicação e a idolatria também não teriam a intenção de serem universais. Não foi somente comer sangue e coisas estranguladas o que foi proibido nessas decisões, foram também a “fornicação” e as “comidas oferecidas aos ídolos”. “Portanto, a minha opinião é que nós não devemos insistir que os gentios que se convertem a Deus devam obedecer ás nossas leis judaicas. Devemos apenas escrever a eles para que deixem também de comer carne sacrificada aos ídolos, deixem toda a imoralidade sexual e deixem também de comer carne de animais estrangulados sem sangrar.” (Atos 15:19,20)

Esses não eram meramente conselhos de alguns homens! A Palavra de Deus diz especificamente que o “Espírito Santo” autorizou esse ensinamento, “pareceu bem ao Espírito Santo e a nós…” (At 15:28), vejam desde que o que os apóstolos disseram através do “ESPÍRITO SANTO”, então logo foi inspirado por Deus, não temos direito a coloca-lo de lado! E ainda mais…esses mandamentos são chamados de “coisas necessárias” (Atos 15:28). A Palavra “necessário” nos trás sinônimos como sendo (Essencial, obrigatório, primordial, indispensável, inevitável…). O que é Essencial não é opcional e não pode ser anulado por nossa vontade. Observem mais “eles iam de cidade em cidade, comunicando a decisão…” (Atos 16:4). A palavra “decisões” se refere a decretos e ordenanças. A linguagem usada nessas decisões certamente não deixa a impressão de que eram opcionais ou temporárias!

Eles não estavam lidando só com um assunto temporário local, esses mandamentos fazem parte dos ensinamentos apostólicos revelados pela boca de Deus. Não se pode entendê-la de duas maneiras, se sexo ilícito e comer comidas oferecida a ídolos são errado, então logo todos eles estão. Se um deles está errado hoje, todos também estão! Linguagem idêntica é usada para descrever todos eles, sabemos que a fornicação e a idolatria são sempre erradas. Não há situação, ou lugar, ou tempo no qual o Novo Testamento permita qualquer delas. Assim, não há situação, ou lugar, ou tempo no qual o Novo Testamento permita comer sangue. “E nós nunca deixaremos de agradecer a Deus o fato de que quando lhes anunciamos a mensagem, vocês não pensaram que as palavras que lhes falávamos eram apenas palavras nossas, mas aceitaram o que dizíamos como a própria palavra de Deus, que foi eficaz na vida de vocês quando creram nela.” (1 Tessa 2:13)

Quando se entende que fornicação e idolatria são sempre erradas, torna-se fácil ver que comer sangue é errado também. Deus deu a carne do animal, mas o sangue não. “Quando um israelita ou um estrangeiro que vive no meio do povo caçar um animal ou uma ave que se pode comer, deverá derramar o sangue na terra e depois cobri-lo com terra, porque a vida de todo ser vivente está no seu sangue. Por isso, mandei os israelitas não comerem o sangue de nenhum animal, pois o sangue é a vida. Quem comer sangue será expulso (extirpado) do povo.” (Lev:17:13,14). E após alguns anos, eles reconheceram que ainda deveriam ‘guardar-se do que é sacrificado a ídolos, bem como de sangue e da fornicação’. “Quanto aos gentios convertidos, não estamos pedindo de modo nenhum que sigam estes costumes judaicos, a não ser aqueles pontos sobre os quais já escrevemos a eles; não comer alimento oferecidos aos ídolos, não comer carne de animais estrangulados (sufocados) sem sangrar e não praticar a imoralidade sexual” (Atos 21:25)

COMER SANGUE: Primeiramente para entender porque a Bíblia diz “COMER” sangue é justamente porque o sangue cozido “COAGULA” e fica em “PEDAÇOS”. E NÃO comer sangue, pelas mesmas razões acima, trata-se de uma ordem dada antes da Lei, portanto valendo para todos os habitantes do planeta depois do dilúvio. Naquela ocasião Deus deu aos homens, até então vegetarianos, os animais como alimento, colocou nos animais o medo dos homens, proibiu comer carne com sangue. Comer sangue de animais ou mesmo deixar de tirá-lo da carne é um costume dos pagãos da época e também uma cultura largamente praticado no Brasil, principalmente com as pessoas do campo. É comum no sítio fazer chouriços e comer o sangue em algumas receitas típicas (Frango ao Molho Pardo, Galinha à Cabidela, Sarapatel – Chouriço, Morcillas ou Morcelas – Ela tem em vários países…Morcilla em espanhol (península Ibérica) e o famoso Chouriço em português, são a mesma coisa, linguiça feita com pedaços de carne de porco com muito sangue e temperos, e todos estes tem como ingrediente sangue na receita!

Não confunda com o “caldo vermelho ou suco vermelho” que sai da carne, que é composta por Mioglobina do músculo e não Hemoglobina do sangue! A Hemoglobina está presente no sangue e a Mioglobina no tecido muscular. Simplificando: O “suco” vermelho que sai da carne mal passada não é sangue (Hemoglobina), na verdade, o líquido é (Mioglobina) é nele que estão as vitaminas, todo o sangue do animal morto sai do organismo dele antes da carne ser vendida, pois as carnes que compramos em açougue legalizado, geralmente já estão sem sangue.

“Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência.” (1 Co 10:25)

O Sangue representa a vida concedida pelo Criador e as pessoas ao tratarem o sangue como algo especial demonstrava que dependiam dele para viver, o sangue tem um significado especial para Deus. Portanto, nestas partes da Lei mosaica encontramos detalhes a respeito do sangue, onde ao derramá-lo no chão e cobri-lo com terra, um caçador israelita mostrava o seu respeito pela vida que tinha tirado com permissão divina em sinal de reconhecimento de que tinha tirado uma vida com permissão divina e estava a devolvê-la a Deus “A única proibição é quanto ao sangue. Esse vocês não poderão comer; derramem o sangue no chão como se fosse água.” (Dt 12:16)

Esta proibição foi dada para inspirar no homem o respeito pelo sangue. Não comer alimentos com sangue é antes de tudo uma questão de princípios e um profundo respeito por Jesus Cristo, por Ele ter dado a própria vida (SANGUE) em resgaste de muitos, se fazendo holocausto vivo, derramando assim seu sangue como sacrifício por todos nós. O sangue é a vida (ALMA) do animal e o Senhor certamente pedirá conta dele no ultimo dia. O animal não tem alma, não é eterno como Deus e a alma dos homens. Não importa o destino tanto, justos como pecadores, estarão em estado eterno possuem alma e a alma não pode morrer. Quanto aos animais não passarão por julgamento nenhum (Juízo final), pois não possuem alma. È necessário sangrar o animal e derramá-lo na terra como água, como que se estivesse devolvendo a vida (sangue) a Deus. Tudo o que seja feito exclusivamente com sangue de animal não podemos comer, nem beber.

NÃO COMER CARNE SUFOCADA: Carne sufocada é do animal que foi morto sem sangrar! O animal que é morto por sufocamento ou estrangulamento se refere a animais mortos e não sangrados, estes ainda contém sangue em seu corpo, pois não foi derramado, exemplo da carne de caça e da galinha com pescoço apenas quebrado. Quem já viu um frango cozido ou assado depois de morto com o pescoço quebrado ou por asfixia e sem ser sangrado sabe que a carne tem a cor bem escura, por causa do sangue que permanece nela. Não se deve comer carne que esteja sufocada, ou seja, de um animal que não sangrou na hora de seu sacrifício. Muitos perguntam: “A Bíblia proíbe comer carne sufocada e por que comer peixe é permitido já que eles morrem de asfixia”? O Problema não está no “ENFORCA”, mas no sangue que não foi escorrido, se você consumir o sangue você paga pela vida dele!

MAS O QUE JESUS QUIS DIZER COM BEBER MEU SANGUE E COMER MINHA CARNE?

Jesus usou por várias vezes linguagens figurativa (Figurativas\Metáforas: Ex: Esse moço é um “GATO!” – Bom é apenas um moço “BONITO”, não necessariamente ele é um animal felino). Assim Jesus também disse “Eu sou a porta”, “Eu sou a videira verdadeira”, e nem por isso compreendemos que Ele seja como uma porta de madeira, ou como uma árvore. Outra expressão figurada usou Jesus na instituição da Santa Ceia, Ele disse, referindo-se ao pão: “(…) Tomai, comei, isto é o meu corpo”. E, referindo-se ao vinho disse: “(…) Isto é o meu sangue” (Mt 26:26,28)

“Comer a minha carne e beber do meu sangue” significa, portanto, a necessidade que temos de estarmos permanentemente em comunhão com Jesus, e em obediência á Sua Palavra, devemos ter fome da Palavra, para que a chama da nossa fé continue acesa. É esse o verdadeiro sentido da mensagem. Jesus disse que “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6:56). Por essas Palavras Jesus ensina que não é um comer e beber físicos, mas que Ele é a única fonte da graça e da vida espiritual. Essa vida é uma vida eterna em comunhão com Deus. Tal como Jesus disse, “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna…” (João 6:54). Por comer e beber Cristo nós temos comunhão com Ele, que concede sua vida a nós, assim como o pão alimenta o corpo. Jesus também é o nosso sustento! A graça e a vida de Cristo não são transmitidas a nós pelo nosso comer com a boca, mas pela obra do espírito mediante a palavra, pela fé, que Cristo transmite a Sua vida a nós. E pelo partilhar da graça do Seu Espírito mediante a fé é que nós o comemos. A Graça não pode ser ingerida com os dentes.

A IMPORTÂNCIA DO SANGUE PARA DEUS: No culto israelita o que mais se usava era sangue, o único uso do sangue permitido por Deus era nos sacrifícios, que foram substituídos pelo sacrifício perfeito de Cristo que deu o seu sangue por nós. O sangue é VIDA, por isso foi escolhido para tirar os pecados. E como elemento primordial e símbolo da vida, é tratado com um grande respeito em toda a Bíblia, e assim Deus ainda quer que continuemos a respeitar, conforme decretado pelo Espírito Santo de Deus em Atos dos Apóstolos. Deus requer de seu povo respeito por este elemento!

SANGUE É VIDA!

Deus Abençoe á Todos!
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Porque Deus enviou as 10 pragas ao Egito?

O que representavam as 10 pragas do Egito e quais são os deuses que estão relacionados com elas?

Para entender sobre esse assunto, é necessário olhar para a cultura dos egípcios, um povo extremamente idolatra, os egípcios seguiam o politeísmo, (Politeísmo é quem acredita em vários deuses). Estas terríveis pragas tiveram por fim levar Faraó a reconhecer e a confessar que o Deus dos hebreus era supremo, (Faraó era o título atribuído aos reis que se consideravam deuses no Antigo Egito). Porém, poucos conhecem um importante plano de Deus para aquele povo. Além da importante passagem relatada na Bíblia, que é libertação do povo de Israel (escravos do Faraó), as 10 pragas tiveram grande importância sobre os habitantes do Egito. Observando a cultura idolatra dos egípcios vemos que cada praga tem um significado (Rãs, Gafanhotos, Águas em Sangue, Chuva de Pedras…). Deus queria falar algo mais, o Deus de Israel estava se revelando ao Seu povo e ao Império Egípcio. O que poucos sabem é que Deus ao mandar as pragas estava desafiando, confrontando diretamente com os principais ‘deuses’ dos egípcios, mostrando para todos que seus deuses eram falsos, pois eram imagens esculpidas pelas mãos do homem e que não tinham poder para nada. Cada praga era direcionada aos deuses dos egípcios. E cada vez que o faraó recusava-se em libertar o povo judeu do Egito, Deus permitia-lhes uma nova praga.

1.ª PRAGA – ÁGUAS TRANSFORMADAS EM SANGUE:

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“Assim diz o Senhor: Com esta vara que trago comigo vou bater nas águas do rio, e elas se transformarão em sangue “A transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue. Os peixes do rio morrerão e o rio ficará cheirando mal, e os egípcios terão nojo de beber água do rio.” (Êx. 7:17-18). E assim todas as águas do Egito (Rios, canais, açudes, lagoas, nas vasilhas, nos tanques de pedras…) viraram sangue impossibilitando os egípcios de beber de seus mananciais, havia sangue no Egito inteiro! – Acreditava-se que o Egito teria vindo do rio Nilo e por isso o transformaram em um deus “Nilo, Hapi – “Hapi deus do Nilo”. Sua figura é a de um homem barbado, com seios pendentes de mulher e uma barriga avantajada, de quem está bem alimentado. O rio Nilo era considerado, para os egípcios um deus protetor das inundações do rio, ele era o rio sagrado dos egípcios, segundo a crença dos egípcios, “Isis e Osires – deuses do Egito”. Abençoavam as colheitas de cereais às margens do Nilo. Sendo assim o Senhor confrontou Hapi transformando sua água em sangue e mostrando quem era o verdadeiro Deus, ao converter a água em sangue, Deus mostrou-lhes que Ele tinha poder sobre o rio e Nilo não pode impedir que as águas apodrecessem e cheirassem mal. A morte dos peixes no Nilo foi também um golpe contra o Egito, pois certas espécies de peixes eram veneradas e até mesmo mumificadas. E assim Deus provou seu poder acima de Nilo, Hapi.

2.ª PRAGA – A INVASÃO DE RÃS:

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“Se você não deixar (o povo de Israel ir embora do Egito), vou encher todos os seus territórios de rãs. O rio transbordará delas. Elas subirão do rio, avançarão pela terra e entrarão na sua casa. Nem nos quartos de dormir vocês terão descanso, pois as rãs entrarão neles e subirão nas camas. Isso também ocorrerá nas casas dos seus oficiais, e avançarão sobre o povo. Entrarão nos seus fornos e nas bacias de amassar pão.” (ÊXODO 8:2-3). A rã era considerada sagrada e segundo a crença egípcia, tais anfíbios eram criaturas ancestrais que emergiram dos abismos quando se formou o universo, passaram a simbolizar fertilidade e do conceito egípcio da ressurreição. “Khnum”, um homem com cabeça de carneiro, era o ‘deus’ que criava os homens em sua roda de oleiro, sua esposa era a deusa “Heqet – A deusa rã”, uma estranha divindade representada por uma rã ou por uma mulher com cabeça de rã, que estava associada à criação e ao nascimento das pessoas, sendo que esse casal segundo a crença assistia aos partos dos seres humanos. Ela transmitia o sopro da vida, antes do feto ser colocado para crescer no útero da mãe, como deusa da água, ela era também uma deusa da fertilidade e, assim, sempre era associada com os últimos estágios do trabalho de parto. Era nesse sentido que suas sacerdotisas, as quais eram treinadas como parteiras, recebiam o título de “Servidoras de Heqet” (Sacerdotisa é a mulher consagrada ao culto de uma divindade/deusa). Para a deusa-rã, “Heqet”, a praga das rãs trouxe desonra a esta deusa. Também havia o deus, “Ator” era o deus sagrado que os protegia de toda e qualquer praga que pudesse atingir o Egito, evitava a devastação das plantações por pragas. Sua aparência era feia, teria a cara de um sapo. Após as pragas o deus que os “protegia”, agora se torna, ele mesmo, uma praga a incomodar os idólatras. E assim Deus provou seu poder acima de Heqet, Khnum e Ator.

3.ª PRAGA – A INVASÃO DE PIOLHOS:

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“Então o Senhor disse a Moisés: Mande Arão (Irmão de Moisés) bater com a vara no pó da terra. Ao fazer isso, o pó vai se transformar em piolhos por toda a terra do Egito. Moisés e Arão fizeram o que Deus tinha ordenado. Assim que o pó da terra foi tocado pela vara de Arão, os homens e os animais ficaram infestados de piolhos. Todo o pó se transformou em piolhos na terra do Egito.” (ÊXODO 8.16-17). Atribuía-se ao deus “Tot – deus do conhecimento e da magia”, ele era representado como um homem com a cabeça da ave íbis ou de um babuíno. Mas este deus não pôde ajudar os magos a refazer a terceira praga, assim como fizeram com as pragas anteriores. A terceira praga resultou em os mágicos/magos reconhecerem a derrota, quando se viram incapazes de transformar o pó em piolhos, por meio de suas artes secretas. “Isso é o dedo de Deus!”, disseram eles (Magos/Mágicos) ao Faraó…” (ÊXODO 8.19). Também foi uma resposta de Deus para os egípcios que adoravam o deus “Geb ou Seb – deus da terra”. Geb é representado na forma de um homem barbado trazendo na cabeça um ganso ou a Coroa Branca com adornos, também era retratado como um ganso, e essa ave era seu símbolo, seu animal sagrado. Os egípcios acreditavam que este deus trazia fertilidade ao solo do Egito. O pó da terra, considerado sagrado no Egito, converteu-se em insetos (Piolhos). Esse pó considerado sagrado agora causava grandes feridas aos egípcios. E assim Deus provou seu poder acima de Geb e Tot.

4.ª PRAGA – A PRAGA DAS MOSCAS: 

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“Em seguida o Senhor disse a Moisés: Levante cedo de manhã e vá encontrar o Faraó na beira do rio, quando ele estiver indo ás águas. Diga a ele: “Assim diz o Senhor: “Deixe o meu povo ir oferecer culto a mim. Se não deixar, vou mandar enxames e mais enxames de moscas sobre você, sobre os seus oficiais e sobre o seu povo. E as casas do seu povo e toda a terra em que vivem os egípcios estarão cheias de moscas.” (Êx. 8:20-21). A linha de demarcação entre os egípcios e os adoradores do verdadeiro Deus veio a ficar nitidamente traçada da quarta praga em diante, pois o povo escolhido de Deus (Israel) não era abatido pelas pragas. O deus “Belzebu ou Escar – deus das moscas, príncipe dos demônios e da pestilência, peste”, ele era invocado para afugentar moscas, esse inseto era abundante no Egito e trazia doenças, eles acreditavam que esse deus os livrava dessas doenças. Enquanto enxames de moscões invadiam os lares dos egípcios, os israelitas na terra de Gósen onde viviam não foram atingidos pela praga. “Mas note bem! Farei com que na terra de Gósen isso não aconteça. As moscas não amolarão os israelitas. Assim você terá de reconhecer que eu sou o Senhor de toda a terra.” (Êx 8:22). E assim Deus provou seu poder acima de Belzebu, Escar.

5.ª PRAGA – PESTE NOS ANIMAIS:

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“Se não deixar e insistir em impedir o povo saiba que o poder do Senhor destruirá seu rebanho, que está no campo. Morrerão os cavalos, os jumentos, os camelos, os bois e as ovelhas. Porque Deus mandará uma praga gravíssima. Mas a praga só atingirá os animais do Egito. Nenhum animal dos israelitas morrerá.” (ÊXODO 9.2-4). Esta peste sobre o gado humilhou “Seráfis ou Ápis”, “deus-boi, ou touro, deus sagrado do gado”, um deus que segundo criam os egípcios protegia os rebanhos, era sempre representado na forma animal, a “deusa-vaca”, “Hator – senhora do céu, alma das árvores”. Representada como uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres, na mitologia esta era deusa do céu e das mulheres. Também era representada por uma mulher usando na cabeça o disco solar entre chifres de vaca, ou uma mulher com cabeça de vaca. E “Nut – deusa-céu”, imaginada como uma “vaca com as estrelas afixadas na sua barriga”. Todo gado do Egito morreu, mas nenhum de Israel foi atingido pela peste e nem morreu. E assim Deus provou seu poder acima destes deuses que não puderam fazer nada para combater esta praga.

6.ª PRAGA DAS ÚLCERAS:

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“O Senhor disse a Moisés e a Arão: “Peguem com a mão cinza de um forno, e Moisés jogará a cinza para o ar, diante do Faraó. A cinza se tornará em pó fino sobre toda a terra do Egito. Esse pó vai produzir tumores que se abrirão em úlceras nos homens e nos animais em todo o Egito.” (ÊXODO 9.8-9). Tumores, feridas sobre os egípcios, nesta praga mostrou que a deusa “Neith ou Neit – rainha do céu do Egito, considerada por eles a criadora do universo”, não tinha poder algum. Era representada como uma mulher com coroa vermelha armada com arco e duas flechas, também foi representada como coruja, abelha, vaca, peixe, com cabeça de leoa, e às vezes dando de mamar a um crocodilo (Sobek). Moisés jogou o pó para o céu que deu um tumor ulceroso na pele do povo que doeu demais. Aqui o verdadeiro Deus, começa a atingir diretamente os corpos (A carne) dos egípcios, imagine a dor e o sofrimento desse povo. Os tumores que se arrebentavam em úlceras terríveis sobre todo o povo, era algo de sobrenatural, e também sobre os animais. Foi também uma afronta para o deus “Tifon”. Tifon era representado como um bicho horrível, definido como tão alto que a sua cabeça batia nas estrelas, os braços enormes bloqueavam os raios do sol, e carvões em brasa saíam da sua boca, havia um dragão de cem cabeças com línguas escuras em seus ombros, e dos seus olhos labaredas. Os egípcios acreditavam que este deus curava doenças bem como úlceras e coisas parecidas. Deus também com esta praga desafiou “Ísis – senhora da medicina, deusa da cura e dos remédios”. Na crença deles essa deusa protegia os egípcios contra qualquer ferida que fosse causada por qualquer coisa. Era representada sob a forma humana, como uma bela e elegante mulher ostentando sobre a cabeça um disco solar ladeado de cornos de vaca (Cornos é espécie de antenas). Israel novamente foi poupado dessa praga.

7.ª PRAGA – GRANIZO OU CHUVA DE PEDRAS OU SARAIVA:

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“Vai continuar desafiando meu poder? Vai continuar proibindo o meu povo, para não deixá-lo ir? Amanhã a esta hora enviarei uma chuva de pedras sobre o Egito. E vai ser terrível! Nunca, em toda a história do Egito, desde que foi fundado, caiu uma chuva tão forte como a que vai cair amanhã.” (ÊXODO 9.17-18) – Saraiva é o mesmo que chuva de pedras. A forte chuva envergonhou os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais como “Íris – deusa da água” e “Shu – deus da atmosfera e do ar e o criador do vento”. Ele normalmente é representado como um homem vestindo penas de avestruz em sua cabeça. Ele tipicamente mostra-se com seus braços levantados, ás vezes ele segura um cetro em suas mãos, símbolos do poder e da vida e também frequentemente é mostrado como um leão para igualar-se com a forma leonina de sua esposa. Quando Deus enviou tempestades de granizo sobre os egípcios. Aqueles que atenderam a ordem que Deus tinha dado a Moisés para guardar os seus rebanhos antes da saraiva cair sobre todo o campo, conseguiram salvar seus rebanhos, mas os que não obedeceram perderam todo o seu rebanho. Um golpe contra a também deusa “Serafis – protetora da lavoura do Egito” e “Reshpu, deus que controlava as chuvas, ventos e trovões e desastres ambientais”. O termo trovão em hebraico significa literalmente “Vozes de Deus” e aqui insinua que Deus falava contra aquela nação pagã. No primeiro caso a tempestade de trovões, raios e granizo devastou a vegetação, destruiu as colheitas de cevada e de linho e mataram os animais do Egito, este tipo de tempestade era quase desconhecido do Egito. E tais divindades foram incapazes de proteger o rebanho egípcio.

8.ª PRAGA – INVASÃO DE GAFANHOTOS:

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“Se você não estiver disposto a deixá-lo ir, mandarei nuvens de gafanhotos ao seu território amanhã. Serão tantos que cobrirão a terra, a ponto de não se poder enxergar coisa alguma. Eles devorarão tudo que sobrou dos estragos feitos pela chuva de pedras e todas as árvores que estiverem brotando no campo. Eles vão invadir os seus palácios, as casas dos seus oficiais e todas as casas dos egípcios…” (ÊXODO 10.4-6). A praga dos gafanhotos significava uma derrota dos deuses que, segundo se pensava, garantiam abundante colheita. Deus encheu o ar de gafanhotos, os gafanhotos destruíram todos os campos que restaram depois da praga do granizo. Esta praga atacou o reino vegetal, sendo um castigo terrível, porque a alimentação do povo constava quase inteiramente de vegetais. Eles também idolatravam um “deus” de nome “Serápis – protetor da terra contra os gafanhotos”. Era representado na figura de um homem humano. Lembrando que os egípcios tinham além de Serápis, a deusa “Isis” que protegiam toda a vegetação de suas terras. Mas Deus vem para humilhar esses deuses, destruindo as plantações. Faraó ficou desesperado, rapidamente manda chamar a Moisés e Arão, se humilha diante dos seus servos e já pede a eles que saíssem do Egito com seu povo, mas ele não cumpriu com o prometido e endureceu o coração mais uma vez, impedindo o povo de Israel de saírem do Egito.

9.ª PRAGA – TREVAS:

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“O Senhor disse a Moisés: “Erga a sua mão para o céu, e a terra do Egito ficará na escuridão. A escuridão será tão forte que poderá ser apalpada! Moisés ergueu a mão para o céu, e por três dias houve densas trevas em todo o Egito. Durante esses três dias, as pessoas não podiam ver umas ás outras, e ninguém pôde sair do seu lugar. Mas onde os israelitas moravam não faltou luz.” (ÊXODO 10.21-29). Escuridão total, com esta praga Deus derrubou o deus principal do Egito, “Rá – o deus-sol”. Ele era representado comumente pelo o sol do meio-dia, era considerado um raio do sol petrificado. Na sua forma animal, era nas figuras falcão, leão, gato ou no pássaro Benu. O povo egípcio prestava culto a ele e pensava que a luz vinha desse deus. A palavra Faraó significa sol, o próprio Faraó (rei do Egito) se considerava um deus, era chamado de “O FILHO DE SOL”. Egito ficou nas trevas (sem ver nadinha) durante três dias, mas Israel ficou na luz, para todos os filhos de Israel havia luz nas suas habitações. Simplesmente tremendo!!!! As trevas encobriram o Egito inteiro, menos a terra de Gósen, onde o povo de Israel estava. Um homem não conseguia ver o outro mesmo que estivesse a um palmo apenas na sua frente. Foi um grande golpe a todos os deuses do Egito, especialmente contra o deus Rá por ser o deus solar. E Deus mostrou que essa falsa divindade Rá não tinha vida, mostrando para os egípcios que era mais uma imagem feia por homens de carne e osso, sem espírito e sem poder algum! E envergonhou todos os que nele criam.

10.ª PRAGA – A MORTE DOS PRIMOGÊNITOS:

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“Moisés disse ao Faraó: “Assim diz o Senhor: “Por volta de meia-noite, passarei por todo o Egito. E todos os filhos mais velhos morrerão, desde o filho mais velho do Faraó, que se assenta no seu trono, até o filho mais velho da modesta serva que trabalha no moinho. Até mesmo as primeiras crias dos animais vão morrer.” (ÊXODO 11:4-5). A cegueira do rei anunciou à última e a mais terrível praga que seria a morte de todos os primogênitos do Egito (inclusive entre os animais dos egípcios). A morte dos primogênitos resultou na maior humilhação para os deuses e deusas egípcios. Os governantes do Egito realmente chamavam a si mesmos de deuses, “filhos de Rá”. Depois disto todos souberam que Deus era o Senhor e Seu nome ficou anunciado em toda a terra. Deus destruiu todo deus falso do Egito. Na morte do primogênito Deus mostrou que Ele tem na Sua mão o poder de morte e da vida. O Faraó tinha pretensão de ser adorado, de ser uma divindade. O primogênito era em potencial um faraó, pois era o herdeiro do trono e Deus demonstrou a falsa divindade do Faraó e seu filho. Ao causar a morte dos primogênitos, Deus foi humilhando os deuses do Egito, porém agora Deus tocaria em um “deus” particular daquela nação o Faraó e Deus sábio como é viu que a forma de tocar em faraó seria tocando no seu filho, pois o menino seria naturalmente o seu sucessor no trono. Mas o juízo de Deus iria mais adiante ao permitir que morressem todos os primogênitos, agora em todas as casas dos egípcios havia pranto, pois os seus primogênitos, de homens e animais, estavam agora mortos. A última humilhação de Deus viera, agora, sobre o trono do próprio faraó. Já nas outras casas, digo, nas casas do povo de Israel, como estavam marcadas com o sangue do cordeiro conforme Deus orientou os primogênitos estavam bem e vivos! A morte sobreveio e um grande clamor de desespero ouviu-se por todo o Egito e Moisés e seu povo não somente tiveram permissão para sair, mas praticamente foram expulsos do Egito conforme Deus tinha falado para Moisés. O Egito estava completamente arruinado. E assim Deus mostrou que é o único Senhor o único Deus, que comanda tudo e que está acima de tudo e de todos!

O Senhor Guarda os Seus!

Mesmo dentre estas dez pragas, nem um fio de cabelo de nenhum filho de Israel foi tocado, na décima praga existia a marca do sangue do cordeiro, já simbolizando a marca que cada um de nós teríamos que obter, pois, este sangue esta para todo aquele que Nele crer. O povo de Deus é preservado, quando Deus envia seus juízos sobre os ímpios. O mundo em sua maior parte é como o antigo e porque não dizer o atual Egito (São idólatras), quantos creem em imagens, achando que elas tem vida própria e que podem fazer alguma coisa por sua vida, mas na verdade são como os deuses da antiguidade, nada podem fazer. A expressão “Deus endureceu o coração do Faraó” é da mesma forma que o evangelho endurece o coração do povo atualmente, a culpa não está na mensagem, e sim no povo que rejeita a mensagem.

“(…) Eis que está coberta de ouro e de prata, mas dentro dela não há espírito algum.” (Habacuque 2:19)

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Crédito: Imagem – Arte de Paul Lasaine

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